Os pés mal tocam o chão.
Não dá tempo.
Os passos são dados com tanta rapidez,
que o corpo chega a voar por breves momentos.
Tarefas se acumulam num metro quadrado
Dias se acumulam em poucos segundos
Coisas, e contas, e prosas, e contos, e gente, sorrisos, amigos,
Tudo emaranhado.
Um novelo embolado.
A ponta do começo e do fim se confundem pelo meio
Noite e dia se misturam.
E quando o silêncio chega
Tudo deixa de girar.
O relógio chega a congelar.
A cabeça se inclina devagar para ouvir melhor esse som,
que por um breve momento veio visitar.
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